17 fevereiro, 2011

*TIPOS DE AGRICULTURA ECOLÓGICA *

A agricultura orgânica é apenas uma das vertentes da agroecologia. Conheça algumas outras correntes desse manejo agrícola:

Agricultura alternativa

Os princípios dessa corrente são a compostagem e a adubação orgânica e mineral de baixa solubilidade. No Brasil, os precursores dessa técnica foram José Lutzenberger, Ana Primavesi, Sebastião Pinheiro, Pinheiro Machado e Maria José Guazelli. Um conceito fundamental da produção agrícola alternativa é o equilíbrio nutricional da planta.

Agricultura natural

Foi criada no Japão e tem como principal divulgadora a Associação Mokiti Okada (MOA). Usam o princípio da adaptação da planta ao solo e do solo à planta, empregando microorganismos eficientes com capacidade para processar e desenvolver matéria orgânica útil.


Agricultura biodinâmica *

Originária da Alemanha, é baseada no trabalho de Rudolf Steiner, criador da antroposofia. Além da compostagem, sua principal característica é a utilização de “preparados” homeopáticos ou biodinâmicos, elementos fundamentais responsáveis pelo fortalecimento da planta, deixando-a resistente a determinadas bactérias e fungos, e do solo, ativando sua microvida. Existem preparados alternativos desenvolvidos no Brasil, que não utilizam partes animais.


Permacultura

Desenvolvida no Japão e na Austrália, a permacultura tem como principal característica os sistemas de cultivo agro-silvo-pastoris e os extratos múltiplos de culturas. Usam compostagem, ciclos fechados de nutrientes, integração de animais e paisagismo e arquitetura integrados.


Nasseriana

Também chamada de biotecnologia tropical, defende o estímulo e manejo de ervas nativas e exóticas, a multidiversidade de insetos e plantas, a aplicação direta de estercos e resíduos orgânicos na base das plantas e adubação orgânica. É a mais nova corrente da agricultura ecológica e tem como base a experiência de Nasser Youssef Nasr no estado do Espírito Santo.







MESTRADO - CIÊNCIAS AMBIENTAIS

Estão abertas as inscrições para ingresso no Programa de Pós-graduação *Stricto Sensu *em Ciências Ambientais em nível de Mestrado. O mestrado oferece 15 vagas a interessados que tenham nível superior em qualquer área do conhecimento e tem como linhas de pesquisa I - *Uso sustentável e conservção da biodiversidade do Pantanal, Amazônia e Cerrado; II - **Análise socioambiental do Pantanal, Amazônia e Cerrado. *As inscrições poderão ser feitas no período de 14/02 a 11/03, exclusivamente pela internet através do site www.unemat.br/ppgca

04 fevereiro, 2011

As lâmpadas fluorescentes e seu impacto na saúde humana

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul - 25.01.2011


São Paulo - Há pouco tempo, o jornal Cruzeiro do Sul relatou o descarte indevido de centenas de lâmpadas fluorescentes às margens do rio Sorocaba, sendo que cada uma dessas lâmpadas possui, em seu interior, em média de 15 mg de mercúrio.

Levando-se em conta também a grande quantidade, foram necessários mais de quatro contêineres para a retirada total das lâmpadas. Assim, o potencial de contaminação, não apenas no entorno do rio, mas também para a população que consome água e peixes, pode ser considerado muito grave.

As lâmpadas que foram descartadas indevidamente são as fluorescentes tubulares, amplamente empregadas por indústrias, lojas e escritórios comerciais. Outro modelo amplamente consumido são as chamadas lâmpadas fluorescentes compactas (LFC), que são empregadas na iluminação residencial em substituição às tradicionais lâmpadas incandescentes.

Essa substituição decorre da alta eficiência energética dessas lâmpadas, contribuindo assim para a redução do consumo, e por conseguinte da necessidade de geração de energia elétrica. Tal fato é tão significativo que técnicos do Ministério de Minas e Energia estudam o banimento de lâmpadas incandescentes do mercado até 2016.

O que poucos levam em conta é o processo de descarte das lâmpadas fluorescentes compactas pois, como são de uso residencial, o tradicional destino das mesmas é o lixo doméstico e posteriormente o aterro sanitário municipal. Dados de 2008 da Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux) mostram um consumo de 100 milhões de lâmpadas fluorescentes compactas anuais, sendo que esse mercado pode chegar a 400 milhões de unidades/ano, se levarmos em conta a substituição gradativa das lâmpadas incandescentes.

Tendo em vista que cada LFC possui 4 mg de mercúrio, o potencial de contaminação anual por esse metal pode chegar a incríveis 1,6 toneladas/ano. Um número assustador. No entanto, o mais assustador é a pouca atenção dada para o seu processo de descarte: enquanto que para as lâmpadas tubulares uma cadeia de coleta e destinação correta esta sendo implementada (em especial nas indústrias consumidoras do produto), as LFCs são relegadas a segundo plano e não vemos iniciativas em nenhuma parte para seu correto descarte.

Outro fator preocupante é com a saúde dos trabalhadores das empresas de coleta de lixo, pois com o descarte das LFCs no lixo doméstico, as mesmas podem ser esmagadas dentro dos caminhões compactadores, expondo assim essas pessoas ao contato com o mercúrio.

Mesmos os usuários domésticos não estão familiarizados com os riscos que tais lâmpadas representam, pois no caso de uma quebra os mesmos adotam o mesmo procedimento que adotavam no caso de lâmpadas incandescentes (que não representam riscos a saúde quando quebradas), coletando os cacos e depositando os mesmos em sacos plásticos, junto com o restante do lixo.

O mercúrio é um dos metais mais tóxicos empregados pelo homem e portanto devemos tomar cuidado no manuseio e descarte de produtos que o emprega, sendo nesse caso em particular as lâmpadas fluorescentes tubulares e compactas.

Veja algumas recomendações que devemos adotar caso uma lâmpada fluorescente quebre: retire do cômodo crianças e animais de estimação e evite que qualquer pessoa tenha contato com os cacos da lâmpada; ventile bem o ambiente, abrindo portas e janelas; caso a lâmpada tenha se quebrado sobre algum tecido, roupa de cama, toalhas de mesa ou banho, carpetes, entre outros, os mesmos devem ser descartados, e não lavados e reutilizados; para a limpeza dos cacos, use uma luva e uma pá, evitando contato direto, empregue uma fita adesiva para recolher o pó restante e passe uma papel toalha umedecido em todo o local. Importante: não empregue aspiradores de pó, para coleta desse material; todo o material deve ser descartado em um saco plástico grosso que possa ser selado e encaminhado para um centro de reciclagem preparado para operar com o mesmo; caso venha a cortar o dedo com os cacos, ou inale o mercúrio, procure uma assistência médica.

Uma ótima alternativa para o futuro são as lâmpadas LED (abreviatura em inglês de diodo emissor de luz), que são constituídas de materiais inertes, não representam riscos para a população e apresentar uma eficiência energética significativamente superior às lâmpadas fluorescentes.
















27 janeiro, 2011

DESTRUIÇÃO DO IBAMA E DAS POLÍTICAS SOCIOAMBIENTAIS

Semana passada na Globo News foi transmitida a entrevista de uma urbanista, que claramente chamou
mais uma vez a atenção das autoridades para a falta de uma política urbana, clara, pragmática, técnica. A cientista professora e pesquisadora da USP, deixou claro a falência do sistema ambiental. A ausência de gestão territorial aplicada. O despreparo dos municipios, dos OEMAS, e do poder público federal na área leia-se IBAMA.

Pois bem o que se viu no IBAMA nessa última década, foi o desmonte do órgão, a edição da RESOLUÇÃO CONAMA 237/97, passando atribuições de licenciamento ambiental para os municipios, que não conseguem gerir a grande maioria deles nem mesmo seu quintal. Por outro lado a ação nociva de dirigentes e autoridades públicas na área federal e estadual, promoveram a competição da repartição de  atribuições, por interesses quase sempre alheios ao tema socioambiental. Hoje nessa disputa desenfreada por recursos financeiros, para projetos ditos desenvolvimentistas, o que se vê na prática é a continuidade da incompetência gerencial dos políticos.

Como é possível nos alvéolos intermontanos, nas calhas de potenciais cursos d'água formadores de cachoeiras nos storms, e torrentes pelas enconstas e vales. A tragédia a miopia e o estrabismo de políticos que se abeberam ao bel talante da mentira em detrimento do conhecimento técnico, científico aplicado para salvar vidas, que agora mais uma vez sucumbiram diante de tamanha hipocrisia das chamadas autoridades. Como geógrafo e ex-aluno dos saudosos professores do Instituto de Geociências da UFRJ, Prof. Elmo Amador, Professora Maria Reginna Mousinho de Meis, e outros alertas e operantes até hoje como o Dr. Jorge Xavier da Silva, Aziz Nacib Ab'Saber, fica a pergunta até quando os governistas, os políticos, ficarão sempre no mundo politico e não no mumdo dos seres vivos. É preciso cair na real, chega de mentiras na mídia, chega e fazer politica com a desgraça alheia. Chega de perseguição política.










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Moises Matias lança projeto Sítio ecológico em Rondônia

A Prefeitura do Município de Porto Velho em conjunto com a Associação de Desenvolvimento da Agroecologia e Economia Solidária – ADA AÇAÍ estarão realizando nos dias 21 e 22 de janeiro do corrente, o Lançamento do Projeto Sítio Ecológico.

A programação inicial do Projeto terá dois momentos. No dia 21/01: Seminário de Lançamento do Projeto Sítio Ecológico, com início às 18h30 no Auditório do SEBRAE, aberto para todos os setores da sociedade, com uma palestra ministrada pelo ecologista Moises Matias, autor do livro “sítio ecológico, um guia para salvar a terra”; e dia 22/01, teremos um Dia de Vivência, das 08h às 18h voltado para o público da área de abrangência do setor chacareiro, região periurbana das zonas leste e norte da Cidade de Porto Velho (Núcleo Cinturão Verde), com perspectiva de ampliação do projeto em todo o Município de Porto Velho.

As inscrições estão sendo feitas na Sede da SEMAGRIC, sito à rua Costa e Silva, nº 5315, B. Rio Madeira ou pelos telefones 08006475008 ou 39013371 c/ Rejane, sendo encerradas durante a realização do Seminário. Maiores informações entrar em contato pelos telefones: 92537083 – Moisés (ADA AÇAÍ), 84695302 - Silvanio Matia (ADA AÇAÍ) e 9912 4317 – Clarice (SEMAGRIC).


O Projeto visa a troca de experiências entre os participantes, através de trabalhos em grupo e discussão em plenário. Neste processo, todos os participantes podem contribuir com seus conhecimentos, experiências e emoções, construindo assim uma reflexão aprofundada sobre as práticas e experiências de vida e trabalho. Desta reflexão fluem perspectivas e propostas de mudanças e soluções, que valorizam a proposta ecológica e a tradição do povo da região amazônica.

Moisés Matias é jornalista e o NEA/SEMED - SÃO LUÍS esteve em seu Sitio Panacuí, na zona rural de São Luís (Andiroba, Juçatuba), dando a conhecer seu trabalho aos professores cursistas da Formação PCN Meio Ambiente na Escola.


Parabéns Moisés pelo espaço obtido em outro rincão desse imenso Brasil, boa sorte e bons frutos por lá!










19 janeiro, 2011

SAIBA SOBRE AS ENCHENTES

Logo depois dos problemas relacionados ao Saneamento Básico (água, esgoto e lixo), a Macrodrenagem é o tema ambiental que mais afeta a população que vive nas cidades que, segundo o IBGE, já é mais do que 80% do povo brasileiro.


5.1 - CAUSAS

Várias são as causas das enchentes urbanas mas, entre as principais, relacionamos as chuvas, o tipo de piso, lixo nos bueiros, erros de projeto (drenagem insuficiente) e a ocupação irregular do solo.


5.1.1 - Chuvas intensas. Hidrologicamente, são consideradas "intensas" as chuvas de curta duração e de alta intensidade. Existe um Manual de Hidrologia, de Otto Pfafstetter, que mostra a equação dessas chuvas para todo o Brasil. Algumas delas podem ser vistas nesta página. A relação das chuvas intensas com as enchentes é que, mesmo sendo rápidas, sua intensidade não permite que o volume precipitado escoe a tempo de não represar as águas nos pontos de estrangulamento, que costumam ser os bueiros e as pontes. A enxurrada, por outro lado, carrega consigo o lixo jogado nas ruas e encostas, reduzindo ou obstruindo os canos da drenagem pluvial, quando existem.


5.1.2 - Impermeabilização. Sem dúvida, este é o maior vilão das enchentes. O trajeto da água da chuva, depois que atinge o solo, segue 3 direções: para cima (evaporação), para o lado (escorrimento superficial) ou para baixo (infiltração); já que, para cima, só através da elevação mecânica ou bombeamento. Entretanto, só haverá infiltração se o piso for permeável ou semi-permeável, o que não acontece com o concreto, o asfalto, a piçarra e os paralelepípedos das ruas brasileiras. Ora, se não pode infiltrar, grande parte do volume precipitado, em vez de se dirigir para os lençóis subterrâneos, vai engrossar as águas do escorrimento superficial, agravando deste modo os efeitos das enchentes.


5.1.3 - Destino do lixo. A carência de cobertura na coleta do lixo nas áreas periféricas e de difícil acesso, aliada à falta de educação ambiental da população, faz com que o lixo seja jogado nos valões e nas encostas. Com as chuvas intensas, esse material é levado até os pontos baixos, onde estão localizados os canais, os rios e os bueiros. Não é difícil imaginar o que acontece em seguida: esse material é retido nos pilares e muretas das pontes,  diminui a seção dos canais e obstrui a passagem da água da chuva nos bueiros, causando as enchentes urbanas.


5.1.4 - Drenagem deficiente. Dentre as obras hidráulicas conhecidas, por incrível que pareça, o dimensionamento dos drenos é uma das mais complicadas, embora se resuma praticamente à escolha de um material de construção e o diâmetro interno. O Engenheiro pode até calcular corretamente mas, com o passar do tempo, aumenta a densidade demográfica e o conseqüente grau de impermeabilização do solo, e a drenagem passa a não atender à vazão das cheias.

5.1.5 - Ocupação irregular do solo. Este assunto tem a ver com as Posturas Municipais e o Plano Diretor e Urbanístico das cidades. Existem áreas nas cidades e arredores que não deveriam ser ocupadas: as margens dos rios, áreas de dunas e com matas nativas, as encostas acima de determinada cota, os mangues e outras. Constam do Código Florestal e da Lei de Áreas de Preservação Permanente. Além dos problemas de impermeabilização dos terrenos e do destino do lixo nessas áreas, sobressai a construção de moradias no leito dos canais, diminuindo sua seção transversal e, em conseqüência a vazão de escoamento, causando as enchentes urbanas.



5.2 - CONSEQUÊNCIAS

Várias são as conseqüências de um projeto mal elaborado de drenagem urbana e, na maioria das vezes, de sua completa ausência; das chuvas intensas; da ocupação irregular do solo; e dos maus hábitos da população com relação ao destino do lixo. Não importando a causa, as enchentes costumam provocar doenças, causar prejuízos e atrapalhar o trânsito, entre outras conseqüências.

5.2.1 - Leptospirose. É uma doença grave, causada pela urina do rato misturada à água das enxurradas, quando em contato com a pele. As outras doenças relacionadas ao lixo doméstico (cisticercose, cólera, disenteria, febre tifoide, filariose, giardíase, leishmaniose, peste bubônica, salmonelose, toxoplasmose, tracoma, triquinose, etc.), por ele fazer parte das enchentes urbanas, também merecem ser consideradas.


5.2.2 - Danos materiais. São de várias naturezas: desde a destruição parcial ou total dos imóveis, veículos, móveis e utensílios domésticos; perdas nas lavouras e produtos perecíveis armazenados; horas perdidas nos engarrafamentos de trânsito e ausência no trabalho; interrupções de energia e outros.



5.3 - ESTUDOS

Os estudos técnicos e sócio-econômicos relacionados às enchentes urbanas, com base nas suas causas imediatas, são necessários para à proposição das soluções. Em geral envolvem prioritariamente Engenheiros ligados à Hidrologia, Hidráulica e Saneamento, nesta ordem.


5.3.1 - Hidráulicos. Os estudos hidráulicos relacionados à drenagem dizem respeito ao cálculo da seção transversal da tubulação por onde deverá passar a vazão ou descarga máxima de uma dada microbacia hidrográfica urbana. Vale lembrar que, ao contrário das tubulações sob pressão, utilizadas nas adutoras e redes de abastecimento d´água, as tubulações de drenagem funcionam pelo princípio da gravidade e, portanto, o Engenheiro não deve prever, no seu dimensionamento hidráulico, que a água preencha totalmente o tubo.


5.3.2 - Hidrológicos. Os estudos hidrológicos, por outro lado, são bem mais complexos que os cálculos hidráulicos. Envolvem as chuvas intensas, a impermeabilização dos terrenos, densidade demográfica, etc. E não se limitam à preocupação com a água que passará nas bocas de lobo, bueiros, valas e tubos, mas também nos córregos e rios que atravessam a cidade.


5.3.3 - Sócio-econômicos. Os estudos sócio-econômicos dizem respeito, basicamente, ao nível de renda da população que poderá ser atingida pelas cheias, à localização geográfica das habitações construídas nas zonas de inundação, ao grau de atendimento pela Prefeitura e órgãos de saneamento nas áreas periféricas e aos custos das obras de drenagem necessárias para evitar as enchentes urbanas.



5.4 - SOLUÇÕES

Várias são soluções para evitar ou minorar as enchentes. Todas elas podem ser enquadradas em três grandes ramos: técnicas (hidráulicas ou hidrológicas), ambientais e legais.


5.4.1 - Hidráulicas. Como vimos anteriormente no ramo dos Estudos, as soluções de caráter hidráulico, resumem-se a drenos maiores (em diâmetro) ou em maior número. Em alguns casos, quando o canal de drenagem costuma transportar muito lixo, os estudos hidráulicos devem contemplar um dispositivo de retirada automática desse material num ponto da margem ou uma grade ou tela transversal ao fluxo.

5.4.2 - Hidrológicas. As soluções hidrológicas, embora sejam em maior número do que as hidráulicas, são pouco conhecidas e menos aplicadas no Brasil. Entre elas destacam-se:

a) captação da água da chuva, a partir dos telhados e pisos;

b) bacias de retenção, para aumentar o tempo de pico das enchentes;

c) bacias de infiltração, para diminuir a vazão máxima das enchentes;

d) pisos permeáveis, para aumentar a infiltração e diminuir o escorrimento;e

e) rio com mata ripária, para diminuir a velocidade média do escoamento.

5.4.3 - Ambientais. As soluções para as enchentes urbanas que estão relacionadas às práticas ambientais são as seguintes:

a) evitar desmatamentos, para que não ocorram os assoreamentos;

b) não jogar lixo em valões, para não obstruir os canais de drenagem;

c) aumento das áreas verdes, para aumentar a infiltração; e

d) revitalização de rios, para evitar as enchentes, entre outras razões.



5.4.4 - Legais. Entre os instrumentos legais para evitar as causas das cheias urbanas, destacam-se:

a) Plano Diretor Municipal;

b) Código Florestal; e

c) Agenda 21.







O GOVERNO SABIA

O JORNAL FOLHA DE SP DE 15/1/2011 PUBLICOU QUE O GOVERNO DO ESTADO DO RJ FOI PREVIAMENTE ALERTADO SOBRE RISCO DE DESASTRE NA REGIÃO SERRANA ATRAVÉS DE ESTUDO DA UFRJ CONCLUÍDO DESDE 2008 E PAGO PELO PRÓPRIO GOVERNO, MAIS SECRETÁRIO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE DIZ QUE "PRIORIZOU" OUTRAS ÁREAS!

O GLOBO DE 16/1/2011, PÁGINA 25 DESTACA QUE “DOCUMENTO DE 2009 JÁ APONTAVA
ÁREAS DE RISCO” – “AGENDA 21 IDENTIFICA PRIORIDADES PARA EVITAR TRAGÉDIAS”....ESTE DOC. ELABORADO PELO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE E PELA
SECRETARIA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE COM O APOIO DA PETROBRAS, A AGENDA 21 COMPERJ JÁ HAVIA IDENTIFICADO, ENTRE 2007 E 2009, OS PRINCIPAIS PROBLEMAS, COMO OCUPAÇÃO IRREGULAR, ENFRENTADOS POR 15 MUNICÍPIOS DA REGIÃO....


COM SINISMO AS AUTORIDADES CULPAM "A NATUREZA" PELA TRAGÉDIA. ATÉ QUANDO A SOCIEDADE VAI CONVIVER COM ESTA IRRESPONSABILIDADE GOVERNAMENTAL?

ENQUANTO ISSO OS "LICENCIAMENTOS AMBIENTAIS FAST FOOD" CONTINUAM ACELERADOS SEM LEVAR EM CONTA O PLANEJAMENTO URBANO E AS QUESTÕES SOCIAIS, O RESULTADO SÃO TRAGÉDIAS ANUNCIADAS.

CRIOU-SE UMA ESPÉCIE DE "INDÚSTRIA DA CALAMIDADE" EM QUE NÃO HÁ INVESTIMENTO PÚBLICO EM PREVENÇÃO, E EM FUNÇÃO DISSO ROTINEIRAMENTE, A CADA ANO, DIANTE DAS TRAGÉDIAS E CALAMIDADES JUSTIFICA-SE O USO DE MILHÕES DE REAIS DE VERBAS PÚBLICAS EM OBRAS EMERGENCIAIS CONTRATADAS ÀS PRESSAS SEM LICITAÇÃO. ALÉM DE VIDAS HUMANAS VALIOSAS E PREJUÍZOS MATERIAIS INCALCULÁVEIS ANUALMENTE TEM SE PERDIDO GRANDE VOLUME DE DINHEIRO PÚBLICO QUE ESCORRE SEM FISCALIZAÇÃO E CONTROLE PELOS DRENOS INSACIÁVEIS DA CORRUPÇÃO.

DE LUTO.